
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) prendeu, na manhã desta quinta-feira (10), a proprietária de uma casa de prostituição em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. Ela e o marido são investigados por suspeita de manter garotas de programa e funcionários em condições análogas à escravidão. A operação também cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao casal.
Um dos mandados foi cumprido no estabelecimento localizado às margens da BR-470, onde a mulher foi encontrada administrando o local sozinha. O marido não foi localizado durante a ação. Conforme informado pela polícia, ele foi condenado a quase 24 anos de prisão por crimes de tortura, manutenção de casa de prostituição e estupro.
As investigações começaram em 6 de julho de 2026 e, segundo a PCSC, identificaram indícios de um esquema de exploração financeira das mulheres. O casal seria responsável por cobrar valores pela utilização dos quartos e reter parte do dinheiro recebido pelas garotas, sob a justificativa de despesas relacionadas ao consumo de alimentos e bebidas.
Ainda conforme a investigação, eram aplicadas multas de valores elevados, que contribuíam para o aumento das supostas dívidas. A polícia aponta que essas cobranças eram utilizadas para impedir que as mulheres deixassem o estabelecimento. Em um dos casos apurados, a dívida atribuída a uma das vítimas teria chegado a R$ 10 mil. Funcionários do local também estariam submetidos a condições análogas às de escravo.
Após a operação, as vítimas foram encaminhadas à delegacia para prestar depoimento. A proprietária do estabelecimento foi conduzida ao Presídio de Itajaí. O marido não havia sido localizado até a divulgação das informações, e o caso permanece sob investigação da Polícia Civil.