
Estudos publicados nos últimos anos indicam que a suplementação de creatina pode contribuir para alguns aspectos da função cognitiva, especialmente memória e atenção. Os resultados, porém, não aparecem da mesma maneira para todas as pessoas. As pesquisas apontam benefícios mais evidentes entre idosos, vegetarianos e pessoas submetidas à privação de sono.
A creatina participa do sistema de fornecimento rápido de energia às células, ajudando na regeneração do ATP, molécula essencial para os processos energéticos do organismo, inclusive no cérebro. A substância é produzida naturalmente pelo corpo, também pode ser obtida por meio do consumo de carnes e peixes e está disponível na forma de suplemento.
Com o envelhecimento e em situações de maior demanda energética, como a falta de sono, a disponibilidade de creatina no cérebro pode ser relevante para o desempenho cognitivo. Um estudo publicado em 2023 observou resultados positivos relacionados à memória em determinados grupos, reforçando a hipótese de que a creatina possa auxiliar na rápida reposição energética cerebral.
Os resultados mais expressivos foram identificados entre idosos de 66 a 76 anos. Em contrapartida, jovens adultos não apresentaram melhora significativa nos processos cognitivos avaliados. Os efeitos da suplementação em pessoas com doenças cerebrais não foram analisados, o que reforça a necessidade de novas pesquisas antes de generalizar os benefícios.