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Internações por infarto no SUS passam de 85 mil nos primeiros cinco meses de 2026

Hospitalizações por infarto praticamente dobraram no Brasil entre 2015 e 2025

Jaime Júnior Soares
Por: Jaime Júnior Soares
09/09/2026 às 20h04
Internações por infarto no SUS passam de 85 mil nos primeiros cinco meses de 2026
SUS registra 85 mil internações por infarto entre janeiro e maio de 2026 - Foto: Divulgação/IA/JCC

Mais de 85 mil internações por infarto agudo do miocárdio foram registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro e maio de 2026. Ao todo, foram 85.039 hospitalizações nos cinco primeiros meses do ano, conforme dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS e analisados em estudo publicado em agosto.

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Os números também mostram um crescimento expressivo das hospitalizações ao longo da última década. Considerando anos completos, os registros de internações por infarto aumentaram 97,4% entre 2015 e 2025, saltando de 101.208 para 199.819. O levantamento considerou internações que tiveram o infarto agudo do miocárdio como diagnóstico principal.

De acordo com o cardiologista Daniel Marotta, da Rede de Hospitais São Camilo, não existe um único exame capaz de prever se uma pessoa terá um infarto. A avaliação médica considera diferentes fatores de risco cardiovascular, como pressão arterial, colesterol, glicemia, idade, histórico familiar e hábitos de vida. Obesidade, alterações da glicose, colesterol elevado e pressão alta também podem se combinar e aumentar o risco.

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Entre os exames que podem ser solicitados estão medição da pressão arterial, perfil lipídico, glicemia de jejum e hemoglobina glicada. Dependendo do quadro, o médico também pode indicar eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiograma, Holter, Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), exames da função renal e ferramentas para avaliação do risco cardiovascular. Em situações específicas, exames de imagem, como o escore de cálcio coronariano, também podem fazer parte da investigação.

A necessidade dos exames varia conforme idade, sintomas, histórico familiar e fatores de risco de cada paciente. Dor ou pressão no peito, falta de ar, palpitações, desmaio e cansaço fora do habitual estão entre os sinais que merecem avaliação médica. A análise individual permite definir quais exames são necessários e quais medidas de acompanhamento e prevenção devem ser adotadas.

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