Quarta, 07 de Outubro de 2026
17°C 23°C
Florianópolis, SC
Publicidade

Mais de 32 mil brasileiros já registram em cartório a decisão de doar órgãos para transplantes!

Mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante em diferentes regiões do Brasil

Jaime Júnior Soares
Por: Jaime Júnior Soares
22/09/2026 às 00h08
Mais de 32 mil brasileiros já registram em cartório a decisão de doar órgãos para transplantes!
Autorização eletrônica permite registrar gratuitamente a vontade de ser doador pela internet - Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram os Cartórios de Notas para registrar formalmente a intenção de doar órgãos desde a criação da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024. O tema ganha destaque durante o Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação, enquanto mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil.

Continua após a publicidade

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), a autorização é gratuita e pode ser feita totalmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, informa seus dados, escolhe um cartório e participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar a identidade e a vontade de ser doador. Após a assinatura eletrônica, o documento passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, acessível aos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes. A autorização também pode ser revogada a qualquer momento.

Desde o lançamento, foram registradas 32.587 solicitações de Aedo no país: 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e 5.042 em 2026. São Paulo lidera com 9.399 registros, seguido por Paraná, com 3.818; Rio de Janeiro, com 2.930; Minas Gerais, com 2.172; e Rio Grande do Sul, com 2.012. A ferramenta já recebeu manifestações em todas as unidades da Federação.

Continua após a publicidade

Os números aparecem em meio à elevada demanda por transplantes. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde indicam mais de 49 mil pessoas na fila por um transplante, sendo cerca de 45 mil à espera de um rim. Já levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) aponta 37.719 pessoas na fila por uma córnea, volume 15% superior ao registrado em dezembro de 2025.

Apesar do registro eletrônico, a autorização da família continua necessária para a retirada de órgãos após a morte. A recusa familiar gira em torno de 45%, muitas vezes relacionada ao desconhecimento sobre a vontade do potencial doador ou a dúvidas sobre o procedimento. Para o presidente do CNB/CF, Eduardo Calais, formalizar a decisão é importante, mas conversar previamente com os familiares continua sendo fundamental. O debate ganha ainda mais visibilidade em 27 de setembro, Dia Nacional de Doação de Órgãos, data voltada à conscientização e ao incentivo à manifestação da vontade de ser doador.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.